06/05/2022

A Dália Alimentos iniciou a construção de um novo ponto para coleta de água

 

De acordo com gerente da Divisão de Produtos Suínos a obra deve ser concluída até junho

 

A redução do volume do rio Taquari, em face à estiagem, vem dificultando a coleta de água para a Estação de Tratamento de Água (ETA) da matriz da Cooperativa Dália Alimentos, em Encantado. Com vistas a uma solução para o problema, a empresa está construindo uma nova estrutura de captação e emissão de fluídos, que passa pela ETA e abastece todo o parque Dália. A entrega da obra está prevista para ocorrer no mês de junho deste ano.

 

De acordo com o gerente da Divisão de Produtos Suínos (DPS) da cooperativa, Roberto Crippa, o projeto vem sendo desenvolvido há dois anos. “O novo ponto será construído em um lugar estratégico, abrangendo uma parte mais profunda do rio”, relata.

 

Para Crippa, os efeitos da seca e do assoreamento, nos últimos anos, deixa deficitária a captação de fluente. Segundo o gerente, hoje, há apenas algumas tubulações próximo ao Rio Taquari no novo ponto de captação. “Já recebemos a licença da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (Fepam), para instalar a parte elétrica das bombas. Nos próximos dias faremos o acesso ao rio”, comenta.

 

Processo da ETA

Conforme Crippa, ao captar a água bruta do rio na ETA, o líquido é misturado com sulfato de alumínio. O produto resulta numa decantação dos resíduos sólidos, que faz uma separação entre a sujeira e a água. Na sequência, com água quase limpa, ainda passa por um filtro, para eliminação do resíduo que não decantou ou plotou.

 

Por fim, segundo o gerente, ocorre a cloração, responsável por eliminar microrganismos. “Para inserir o cloro e tratar por completo a água, ela passa pelo sistema de eletrólise, que é quando se insere sódio na água e, ambos levam uma carga elétrica. Após passar por essas etapas, a água pode ficar armazenada em três depósitos intermediários, que chegam a 500 mil litros e, um depósito geral, com capacidade para 250 mil litros.

 

Importância

Para a Supervisora de Áreas de Apoio da cooperativa, Diana Bagatini Soga, o investimento é de extrema importância, pois garantirá um nível melhor de água para captação, especialmente diante do atual cenário. “Em comparação com o ponto que temos hoje, teremos em torno de 80cm a 1m a mais de profundidade para captação, por causa das características do leito do rio neste ponto. Outra vantagem também, será referente à vazão de captação por hora, pois estarão à disposição bombas de melhor performance. Já fizemos uma nova construção de rede elétrica de baixa tensão exclusiva e a tubulação de captação foi ampliada para 200mm”, relata.

 

Conforme Diana, durante vários anos a unidade de tratamento de água sofre com o período de estiagem e com as alterações originadas pelas cheias do rio Taquari. “Após uma das maiores enchentes da história do Vale do Taquari, no ano de 2020, o ponto de coleta da ETA foi danificado. Com isso, houve um assoreamento muito intenso, interferindo na profundidade do local e dificultando o funcionamento das bombas de captação. Isso prejudicou a vida útil dos equipamentos, que passaram a trabalhar em uma posição não adequada”, explica.

 

Além disso, para a supervisora, o acesso ficou mais difícil e dificultou as manutenções, aumentando o risco de falta de água para o tratamento na ETA, e, por isso, a construção de um novo ponto de coleta e emissão de água, se revelou muito importante para a empresa. Conclui que, em detrimento dessas oscilações climáticas, o projeto iniciou no final de 2020, com investimento total de 2 milhões de reais. “Paralelamente temos que adequar o ponto de lançamento de efluentes, por isso também precisamos fazer nova tubulação, levando o efluente acima do ponto de captação”, pondera Diana.

 

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