11/07/2022

Dália expande o mercado de exportação e enviará container para o Japão

A produção de sassami congelado deverá chegar no país asiático no mês de junho

Em expansão para novos mercados, a Cooperativa Dália Alimentos começou, no dia 23 de maio, a produção de sassami congelado com destino ao Japão. A estimativa é que até o mês de junho, o container com o produto esteja em território japonês.

Conforme o Presidente Executivo Carlos Alberto de Figueiredo Freitas, essa exportação é importante para a Dália como também para qualquer outra empresa exportar cortes de frango para o Japão. “Se trata de um excelente mercado, que compra bons volumes anuais durante todo o ano e opera com preços adequados para viabilizar a avicultura”, afirma.

No entanto, para o presidente, é um mercado exigente e por isso a empresa precisa de um programa de controle de qualidade bem estruturado em todas as etapas: desde o matrizeiro, passando pelo incubatório e pelos condomínios que fazem a terminação até a indústria. “Em equivalência, o produto tem que estar de acordo com o padrão do mercado japonês, que paga um valor suficiente para compensar essas exigências”, salienta Carlos.

Assim, paulatinamente, vamos conquistando novos clientes japoneses e aumentar o volume de exportação. Toda a cadeia produtiva terá a possibilidade de operar com rentabilidade, o que, certamente, é muito importante”, pondera.  Além disso, participar do mercado japonês nos concede uma imagem muito positiva e nos habilita a participar de outros mercados, igualmente exigentes. “O Japão tem uma cultura gastronômica rica e diversificada, com demanda para diversos cortes diferenciados e, com isso, temos a possibilidade de produzir novas opções, as quais poderão ser comercializadas no mercado brasileiro, além de conquistar outros mercados internacionais”, relata o presidente.

Já para o gerente da Divisão Comercial Carnes e Derivados, Igor Estevan Weingartner, o mercado japonês é extremamente exigente e até o momento, está entre os três países que mais importam carne de frango do Brasil. “Com essa conquista, nossa qualidade ganha destaque internacional e nos possibilita alcançar novos mercados”, avalia.

Primeiro Contato

O primeiro contato com clientes japoneses surgiu logo após a feira em Dubai, na Gulfood, ocorrida em fevereiro. “Nós já tínhamos a habilitação para o país asiático, porém ainda não tínhamos conversado com ninguém que trabalhasse diretamente esse mercado, e foi no evento que tivemos o primeiro contato com possíveis compradores e mais informações sobre demandas”, recorda.

De acordo com Weingartner, foi após a feira que se iniciaram os primeiros contatos comerciais com uma empresa japonesa. “Naquele momento, os preços não eram vantajosos, mas com as nuances do mercado e a demanda por produtos brasileiros, as propostas melhoraram permitindo a comercialização”, explica.

Auditoria nas plantas

Após a vistoria nas unidades da indústria avícola da Dália, realizada por auditores técnicos da empresa japonesa, registrou-se o interesse de outras corporações. “Estamos em tratativas com outros negócios no Japão, porém, de outros produtos”, relata Igor.

Habilitação

Conforme a gerente da Divisão Controle de Qualidade, Ivane Giacobbo, a Dália possui habilitação para o Japão desde o ano passado. “Desde outubro dispúnhamos da habilitação e, por isso, estamos aptos a exportar para o país. A habilitação visando a novos mercados é de extrema importância para a cooperativa, pois os preços são bem melhores e asseguram rentabilidade”, diz.

Para a gerente, ingressar no mercado japonês é uma grande oportunidade, pois as exigência em termos de qualidade de produtos e padronização dos cortes poderá alavancar a comercialização da Dália no setor avícola.

 

Bastidores

O processo para a habilitação passa por diversas etapas. “Muitos documentos são preenchidos, com observação da legislação do país, avaliação do médico veterinário do Serviço de Inspeção Federal do frigorífico (SIF), análises do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal de Porto Alegre (10SIPOA) e certificação junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)”, menciona Ivane. Dependendo do país, os documentos são enviados para avaliação das autoridades daquele país e, por vezes, o processo é demorado. Porém, após habilitação, a renovação é simples e ocorre a cada três anos.

 

Legenda: Os gerentes Igor Weingartner e Eduardo Koefender junto com a supervisora SilvanaTodeschini Gomes e os representantes da
empresa japonesa Diretor Takeshi Kidera, Eduardo Tsuchiya e Fabio Miyazaki

Foto: Kástenes Casali

 

Assessoria de Imprensa Cooperativa Dália Alimentos

 

Jornalista Kástenes Casali

 

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