11/05/2026
Dália inicia Escola do Leite com duas turmas no mês de março
Encontros ocorreram na Agropecuária Nova Esperança em Vespasiano Corrêa e na comunidade Imaculado Coração de Maria em Vista Alegre do Prata
Foi mesclando teoria e prática que a Escola do Leite iniciou a formação de duas turmas no mês de março. No dia 12, a primeira turma da região Serra se reuniu na Agropecuária Nova Esperança, da família Balerini, em Vespasiano Corrêa. Na manhã do dia 31, foi a vez de os associados da região Serra Planalto, na comunidade Imaculado Coração de Maria, na Linha Sétima Alta em Vista Alegre do Prata.
O primeiro módulo sobre “Manejos de Solos” foi ministrado pela engenheira agrônoma, Letícia Conzatti Piccinini. Antes de reunir a turma na Agropecuária Nova Esperança, ela conduziu os participantes à uma lavoura da família Balerini, em que foi cultivado milho, e foi realizada a correção de solo. “Um dos principais desafios enfrentados pelas propriedades rurais da região, é atingir a produção de forragem necessária ao rebanho, principalmente nestes anos de clima atípico. Esta situação se torna ainda mais delicada em propriedades de reduzida área de terras agricultáveis. Por isso é fundamental otimizar o uso dessas áreas, e as práticas de manejo conservacionista vem para contribuir com esta otimização, já que levam à maior produtividade ao longo do tempo”, explicou Letícia.
A agrônoma enfatizou a importância de práticas de manejo sustentável, como o plantio direto. “Sempre começamos com a análise e correção do solo, passando por pastejos rotacionados que respeitem a altura de saída dos animais, ou mesmo através das plantas de cobertura do solo, que reciclam nutrientes, cobrem o solo e permitem maior eficiência produtiva do sistema”. Além disso, Piccinini abordou a relevância da matéria orgânica no solo, como um atributo que colabora para o armazenamento de água e nutrientes. “A matéria orgânica é um dos principais indicadores de fertilidade, e é um bom guia para sabermos se estamos acertando nos manejos, pois se conseguirmos aumentar estes teores estamos no caminho certo. Para promover a fertilidade do solo, é necessário considerar três aspectos: químico, físico e biológico. A parte química diz respeito aos nutrientes essenciais; a física está relacionada ao desenvolvimento das raízes e à melhoria da porosidade do solo; e a parte biológica envolve a vida do solo, os microrganismos, como fungos, bactérias, entre outros”, ressaltou.
Por fim, Letícia convidou os associados a participarem dos próximos módulos, “Assim como devemos reciclar os nutrientes no solo, é bom nos reunirmos periodicamente para reciclar nossos conhecimentos”, destacando a importância de compreender as boas práticas de manejo para garantir a sustentabilidade e o sucesso das atividades agropecuárias.
“Se caso o associado perdeu a primeira aula, não tem problema”
Conforme o Supervisor do Setor Gado Leiteiro, Yago Machado da Rosa, esta será a segunda edição presencial neste formato, após a retomada do projeto, que havia sido adaptado para o formato digital durante a pandemia. “Seguimos com o objetivo de fazer com que todas as regiões em que atuamos sejam contempladas com o projeto. Também salientamos que, se caso o associado perdeu a primeira aula, não tem problema, ele pode participar no segundo encontro. Além disso, o objetivo é fazer com que os produtores recebem informações de qualidade, com atualização das principais técnicas e manejos, por meio de nossa equipe de instrutores”, contextualiza Yago.
Ele lembra que no ano passado, três turmas participaram dos módulos ao longo de 2025. “Vale ressaltar que buscamos desenvolver a atividade junto ao produtor não apenas por meio dos atendimentos técnicos, mas também com projetos como este. Planejamos dez encontros para abordar diferentes assuntos, integrando os produtores e a equipe técnica, fortalecendo o vínculo com a cooperativa e oportunizando a troca de experiências entre todos”, salienta, ao convidar os associados para participarem.
Módulos
Além de Yago e Letícia, os módulos serão ministrados pelos médicos-veterinários Luciano Redu e Taís de Souza; e pelos técnicos agropecuários Dirceu Fronchetti e Cleiton Gass.
As aulas abordarão: manejo de solo, planejamento forrageiro, manejo nutricional, conforto e bem-estar animal, melhoramento genético, criação de terneiras e novilhas, sanidade de bovinos, controle de mastite, qualidade do leite, manejo de ordenha e reprodução animal.
Legendas: Escola do Leite é um programa que busca reunir os associados produtores de leite para capacitação na atividade
Foto: Kástenes Roberto Casali
Assessoria de Imprensa Cooperativa Dália Alimentos
Jornalista Kástenes Roberto Casali