24/08/2026

Dália leva associados e equipe técnica à Agroleite 2026

Associados, integrantes da equipe técnica do Setor Gado Leiteiro e colaboradores das Casas Agropecuárias da Cooperativa Dália Alimentos visitaram a Agroleite 2026, considerada uma das maiores feiras voltadas à pecuária leiteira da América Latina. O evento ocorreu entre os dias 4 e 6 de agosto, em Castro, no Paraná. A viagem foi custeada pela Elanco Saúde Animal e pela Cargill/Nutron.

A comitiva da Dália foi formada por 13 colaboradores da equipe técnica do Setor Gado Leiteiro e das Casas Agropecuárias, além de 12 associados. Durante a Agroleite, o grupo visitou empresas do segmento de genética e acompanhou exposições de máquinas, equipamentos e tecnologias destinadas à atividade leiteira.

Segundo a colaboradora do Setor de Compras, Rossana Kochhann, durante a feira a comitiva visitou exposições de laboratórios de medicamentos, empresas de nutrição animal, maquinário agrícola e inovações tecnológicas relacionadas à atividade. “Também visitamos os estandes de nossos parceiros comerciais e, no final da tarde, participamos de uma palestra técnica sobre cuidados no pré-parto e saúde da glândula mamária de vacas produtoras de leite”, comenta Rossana.

Após a participação na Agroleite, no dia 5 de agosto, a programação seguiu com visitas a duas propriedades produtoras de leite. “Na segunda parte da viagem, tivemos uma programação voltada às visitas a duas propriedades localizadas em Castro e Carambeí, municípios de grande destaque na produção leiteira. A primeira foi a Fazenda São Thomé, em Castro, que conta com mais de 500 vacas holandesas em lactação, alojadas em sistema Free Stall, com cama de fibra e ordenha convencional”, relata.
Rossana detalha que a segunda propriedade visitada foi a Fazenda Dirk, que possui 340 animais da raça Jersey em lactação. “Lá, vimos cerca de 250 animais em sistema de ordenha robotizada e o restante do plantel em ordenha convencional”, menciona. Após o cumprimento da programação, a comitiva retornou no dia 6 de agosto.

Um universo a parte
Para o associado da Dália de Fagundes Varela, Neidir Rigo, a visita à Agroleite foi uma experiência marcante. Segundo ele, a atividade leiteira envolve diferentes fatores, desde o uso de novas tecnologias até a adoção de processos que contribuem para melhorar os resultados de acordo com a realidade de cada propriedade. “A produção de leite é um universo a parte, por isso, em especial, gostei muito de conhecer toda essa diversidade de tecnologias, que se torna um suporte cada vez mais importante para a permanência dos jovens no campo. Refleti bastante sobre ter uma propriedade que desperte nos meus filhos o desejo de dar continuidade à atividade leiteira. Novas tecnologias, qualidade de vida e perspectivas de crescimento tornam o meio rural mais atrativo para as novas gerações”, comenta Neidir.

O associado também destaca a oportunidade de observar, na prática, manejos já conhecidos na teoria. “Além da feira, visitamos duas grandes propriedades, o que tornou a experiência ainda mais enriquecedora. Conhecemos diferentes estruturas, formas de organização e manejos, com tecnologias e conhecimentos aplicados conforme a realidade e os objetivos de cada fazenda. Por isso, é importante estarmos abertos a essas experiências e ao aprendizado constante”, afirma, Neidir ao ressaltar ainda, que retorna motivado a aplicar os conhecimentos adquiridos em sua propriedade, buscando maior eficiência e melhores resultados.

“Acreditando no potencial da atividade”
Segundo o médico-veterinário Luciano Martins Redu, a região dos Campos Gerais, onde estão localizados os municípios de Castro e Carambeí, destaca-se entre as principais regiões produtoras de leite do Brasil. “A região que sedia a Agroleite é altamente produtiva no segmento leiteiro e, portanto, foi uma experiência importante tanto para a equipe técnica quanto para os associados”, ressalta Luciano.

O médico-veterinário destaca que a programação durante a feira contou com palestras sobre genética, manejo e processos inovadores. “Além das palestras, também visitamos duas propriedades estruturadas e com características genéticas distintas: uma trabalha com vacas da raça Holandesa, enquanto a outra possui animais da raça Jersey.”
Durante as visitas às propriedades, na parte da manhã, a comitiva conversou com os gestores da Fazenda São Thomé, que trabalha com um sistema de confinamento e possui cerca de 550 animais da raça Holandesa. “Apesar de ter dez vezes mais animais em comparação a muitas propriedades às quais prestamos assistência técnica na Cooperativa, ainda assim é considerada uma fazenda menor para os padrões daquela região. Por isso, foi um case que se aproxima da realidade com a qual trabalhamos na Dália”, comenta Luciano.

À tarde, o grupo visitou outra propriedade, que trabalha com vacas da raça Jersey e conta com um sistema híbrido de ordenha. “Nesta granja, são utilizados quatro robôs. Assim, parte do rebanho, especialmente os animais de maior produção, é ordenhada de forma robotizada, enquanto o restante passa pelo sistema convencional. Vimos que a granja atinge uma produção média de cerca de 33 litros por animal/dia, utilizando processos simples, mas com muita atenção à execução adequada de cada manejo.”

Segundo Luciano, um dos aspectos que mais chamaram a atenção foram os investimentos realizados pelos gestores das duas propriedades e, mesmo diante de estruturas já consolidadas, o desejo de continuar ampliando a produção. “São dois cases que buscam inovação e investimentos, mas, principalmente, demonstram confiança no potencial da atividade. Os produtores se dedicam à busca por eficiência e tecnologia, mantendo a tradição e trabalhando para tornar a pecuária leiteira cada vez mais viável.”

Uma pequena diferenciação
Além de Luciano, a médica-veterinária Tais de Souza avalia que a programação proporcionou importantes momentos de aprendizado e troca de experiências para a equipe técnica e os associados. “Tanto na Agroleite quanto nas visitas, conhecemos sistemas de produção semelhantes aos utilizados pelos associados e pelas granjas próprias da Dália”, compara Tais.

Ela detalha que na Fazenda São Tomé, no qual trabalha com animais da raça Holandesa, o rebanho é mantido em sistema Free Stall, totalmente confinado, com ordenha convencional três vezes ao dia. Já na Fazenda Dirk, com vacas da raça Jersey, foi apresentado um sistema híbrido. “Nessa segunda visita, vimos animais alojados tanto em Free Stall quanto em Compost Barn. A propriedade conta com quatro robôs de ordenha e também mantém alguns animais em ordenha convencional”, observa.
Segundo a veterinária, embora os sistemas sejam semelhantes aos encontrados nas granjas do Rio Grande do Sul, há algumas diferenças, principalmente no uso de ingredientes específicos na alimentação dos rebanhos.

Gestão e tecnologias
A engenheira agrônoma Letícia Conzatti Piccinini também reforça a importância da participação da equipe técnica e dos associados em uma feira direcionada à bovinocultura leiteira. “Sem dúvida, é uma das maiores feiras voltadas à pecuária leiteira do Brasil e, por isso, reúne grandes empresas dos segmentos de insumos e fomento”, afirma Letícia.

Para a agrônoma, o evento chama a atenção pelas inovações em máquinas, implementos e ferramentas desenvolvidas para facilitar o dia-a-dia da atividade leiteira, especialmente diante da constante dificuldade de disponibilidade de mão-de-obra. “O uso de tecnologias vem sendo aprimorado, buscando cada vez mais, proporcionar facilidade em manejos secundários da atividade, como é o caso dos dejetos. Consequentemente, sobra mais tempo para dedicar atenção ao rebanho. Trata-se de uma evolução constante, que envolve desde grandes máquinas até ferramentas de monitoramento, como coleiras com sensores capazes de trazer em tempo real, sinais de saúde e produtividade dos animais.”

Letícia também destaca que vemos hoje, em relação há alguns anos, é que a base das dietas e tratos nos nossos rebanhos, já se parecem mais com padrão paranaense, tendo a silagem de milho um padrão de picagem, quebra de grãos e fermentação mais semelhante, além da utilização de pré-secados de azevém na dieta.
Outro aspecto observado pela engenheira agrônoma foi a organização dos custos das propriedades. Nas propriedades visitadas, a lavoura é administrada como uma unidade independente da atividade leiteira, com um centro de custos próprio. “Nos casos em que são utilizados os tratores da lavoura, por exemplo, a propriedade leiteira paga pelas horas de uso do equipamento ao centro de custos da lavoura.”

Além disso, Letícia destaca que com a profissionalização das fazendas e sobra de novilhas de reposição, houve o aumento da utilização do Beef on Dairy como uma segunda fonte de renda. Esta estratégia consiste no cruzamento das vacas de leite, com raças de corte, como Angus. “Essa prática já está bastante estabelecida e representa uma alternativa para produtores que não desejam ou não conseguem ampliar o rebanho leiteiro. Nestas propriedades, o cruzamento é utilizado em cerca de 30% a 35% das vacas, permitindo concentrar o maior investimento e ganho genético nas demais 70% melhores fêmeas do rebanho”, conclui a engenheira agrônoma.

 

Legenda: associados e equipes técnicas do Setor Gado Leiteiro e Casas Agropecuárias visitaram a Agroleite e duas propriedades no estado do Paraná

Fotos: Kástenes R. Casali

Assessoria de Imprensa Cooperativa Dália Alimentos

Jornalista Kástenes Roberto Casali

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