08/06/2026

Duas histórias que se uniram na suinocultura para a construção de um sonho na Dália

Motivados pelo desejo de ter o próprio negócio, Valentin e Marciane encontraram na suinocultura uma nova forma de viver, trabalhar e dar continuidade à história da família no cooperativismo

Há 12 anos uma decisão mudou o rumo da família Bergmann. Depois de atuarem no setor da construção civil, Valentin Luis Bergmann (44) e Marciane Kunh (43), de Canudos do Vale, decidiram transformar o sonho de ter o próprio negócio em realidade no ramo agropecuário. Foi assim que se associaram à Cooperativa Dália Alimentos e iniciaram uma trajetória marcada por trabalho, dedicação e sucessão familiar na suinocultura.

Mas essa história começou muito tempo antes. O vínculo da família com a Dália atravessa gerações e carrega um significado especial para Valentin. Seu avô, também chamado Valentin, foi associado da cooperativa há quase quatro décadas, quando entregava suínos no antigo sistema de ciclo completo. “Meu nome foi dado em homenagem ao meu avô, que já era associado da cooperativa na produção de suínos. Inspirados nisso, quando abriu vaga na Dália, não pensamos duas vezes e nos associamos”, relata Valentin Luis, orgulhoso por dar continuidade ao legado familiar.

Comunidade

O legado seguido por Valentin, no entanto, não se limita ao cooperativismo e à suinocultura. Assim como o pai e o avô, ele também herdou o espírito de liderança e o envolvimento com a comunidade.

Atualmente, Valentin preside a comunidade de Santa Gemma, de Nova Berlim, no município de Canudos do Vale. Ao lado da esposa, participa ativamente da gestão comunitária, contribuindo com a gestão financeira local e a organização de eventos.

O próprio negócio

Antes da suinocultura, Valentin e Marciane já viviam o desafio de empreender. Juntos há mais de 20 anos, o casal foi sócio de uma empresa do ramo da construção civil. Na época, o casal ficava pouco tempo em casa, justamente em função do negócio, quando Marciane atuava na gestão financeira e ele às obras e à contratação de profissionais. “Já tínhamos o nosso próprio negócio, junto com outro sócio, mas chegou um momento em que queríamos retornar para casa. Fomos motivados pelos meus pais, que hoje já estão aposentados”, relembra o associado, destacando a vontade de estar mais perto da família e construir uma nova rotina no campo.

A chegada de Valentina

A mudança também coincidiu com um dos momentos mais importantes da vida do casal: a chegada da filha, Valentina (11). Marciane, natural de Forquetinha, compartilhava com Valentin o desejo de voltar para o meio rural. “Como teríamos nossa filha, decidimos focar no trabalho em casa”, comenta Maciane.

Antes de mudar para Canudos do Vale e empreender na empresa do ramo da construção civil, Marciane trabalhou por dois anos como agente comunitária de saúde em Forquetinha. A experiência, segundo ela, também marcou sua trajetória. “Visitava diversas famílias de Forquetinha, mas, depois disso, vim morar em com Valentin”, relembra.

A granja

O ingresso na Dália surgiu a partir de uma oportunidade comentada por uma vizinha. Antes de construírem os três galpões que hoje têm capacidade para alojar 1,8 mil leitões na fase de creche, o casal soube da vaga na cooperativa e decidiu investir na atividade. “Na época, ela acabou não construindo e, como sabia do nosso interesse, comentou conosco sobre essa oportunidade. De fato, associar-nos à Dália foi um marco em nossa vida”, frisa Marciane.

Com dedicação e cuidado no manejo, a propriedade se desenvolveu e chegou a integrar o sistema de Granja de Reprodutores de Suínos Certificada (GRSC). “Permanecemos como GRSC durante cinco anos. Hoje, devido a alguns detalhes burocráticos, como o fato de a propriedade estar próxima de uma estrada principal do município, fazemos parte do plantel comercial. Mesmo assim, mantemos todo o cuidado e o mesmo zelo que o setor exige no manejo dos leitões”, destaca o casal.

Técnico | Gilvane Machado de Miranda

A assistência técnica também faz parte da rotina da propriedade. O técnico agropecuário Gilvane de Miranda está na Dália há 5 anos e, recentemente, assumiu a área de assistência técnica na região. “Era responsável por aplicar vacinas nos suínos, mas, há três meses, passei a atender as propriedades da região Vale do Taquari Oeste”, comenta.

Natural de Progresso, Gilvane atende 43 propriedades, além da granja de Valentin e Marciane. Por já conhecer diferentes regiões e realidades da suinocultura, destaca o comprometimento do casal com a atividade. “Como já frequentava mais de uma região para realizar a vacinação, já conheço as propriedades. Neste caso, destaco o comprometimento e o bom manejo do casal, que mantém uma boa taxa de conversão nos lotes. Aos poucos, também observamos que a própria Valentina gosta de acompanhar as tarefas do dia a dia na instalação, no contraturno escolar”, conclui o técnico.

Para Gilvane, esse envolvimento da filha é um sinal positivo: a história da família na suinocultura pode, no futuro, ganhar um novo capítulo com a sucessão familiar.

 

Legenda: Marciane e o marido, Valentin, incentivam a filha, Valentina, a seguir os passos da família e dar continuidade à gestão da propriedade

Foto: Kástenes Roberto Casali

Assessoria de Imprensa Cooperativa Dália Alimentos

Jornalista Kástenes Roberto Casali

 

 

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