14/08/2026
Duas profissões, uma só propriedade
Família Giovanella une a tradição da produção rural e da profissão de motorista, mantendo vivo o legado no campo por três gerações
Associados à Cooperativa Dália Alimentos há mais de três décadas, a família Giovanella de Capitão, tem uma ligação especial com o Dia do Agricultor e Motorista, celebrado no dia 25/07.
O amor pela atividade leiteira e pela suinocultura atravessa gerações, pois começou com os pais de Hélio Giovanella (67), que produziam leite para a subsistência da família, e transformou-se, ao longo dos anos, em uma propriedade organizada, tecnificada e preparada para o futuro. “Meus pais sempre produziram leite; no início era só para o consumo da família, mas depois começaram a vender pequenas quantidades, quando o leite ainda era armazenado em tarros e resfriado na água”, recorda Hélio.
Mas, além da lida no campo, a vida lhe apresentou outro caminho. Há mais de 40 anos, um convite do cunhado mudou sua trajetória e despertou uma nova vocação. “Comecei ajudando na frota de caminhões dele e nunca mais parei. Já transportei leite, suínos, soja, milho, insumos e até passageiros em micro-ônibus para empresas, entre elas a Dália. Descobri que dirigir também era uma paixão”, conta.
Enquanto Hélio conciliava a rotina nas estradas, a esposa Carmem Giovanella (67) e o filho Régis Giovanella (43) assumiram grande parte das atividades da propriedade, garantindo a continuidade do trabalho iniciado pelas gerações anteriores.
Hoje, a família vive um dos momentos mais importantes de sua história: a sucessão familiar acontece de forma natural, com três gerações trabalhando lado a lado. “A gestão da propriedade é compartilhada entre avós, filhos e netos. Cada um tem sua responsabilidade e isso faz toda a diferença”, destaca Hélio.
Atualmente, Régis e a esposa, Ordileia Giovanella (39), dedicam-se à suinocultura. Já Hélio e o neto Kauan Giovanella (20) conduzem a produção leiteira, unindo experiência e juventude na mesma atividade.
Vocação que nasceu ainda na infância
Para Kauan, permanecer no campo foi uma escolha construída desde cedo. “Sempre acompanhei meu pai e meu avô no manejo do rebanho e desde os 11 anos já participava da rotina da ordenha. Descobri que era isso que queria para minha vida. Quando fazemos o que gostamos, tudo fica mais leve”, afirma.
Além da paixão pela atividade, o jovem também percebeu que produzir leite exige conhecimento, planejamento e gestão. Um passo importante nessa evolução aconteceu há dois anos, quando a família ingressou no Programa Eficiência Leiteira da Dália. “Com as visitas do técnico Paulo Roman, passamos a entender melhor os custos de produção, calcular o valor por litro de leite e acompanhar os indicadores do rebanho. Isso mudou nossa forma de administrar a propriedade”, destaca.
Hoje, a atividade leiteira é desenvolvida em um sistema semiconfinado com Compost Barn, implantado há cerca de um ano e meio. A família destina aproximadamente dez hectares para a produção de leite, mantendo um rebanho de 30 animais, sendo 17 em lactação, com média de 29 litros por animal ao dia.
Olhando para o futuro, Kauan demonstra interesse em continuar investindo e pretende fazer o curso de inseminação artificial. “Além disso, estamos estudando investir em um sistema de resfriamento, principalmente no período de mais quente, geralmente no verão, para proporcionar ainda mais conforto aos animais”, projeta.
Técnico | Paulo Roman
Segundo o técnico agropecuário da Dália, Paulo Roman, o comprometimento da família foi decisivo para a evolução dos índices produtivos. “O Programa Eficiência Leiteira permite uma assistência técnica com mais frequência, o que promove mais eficiência”, detalha Paulo.
Conforme o técnico, a dieta ajustada propicia que cada lote de animais receba uma alimentação específica, de acordo com a produção, o estágio de lactação e a categoria. “Esse acompanhamento técnico melhora o desempenho do rebanho e torna a atividade mais eficiente”, explica.
Ele ressalta que qualquer associado pode participar do programa, desde que esteja disposto a colocar em prática as orientações técnicas. “Mais do que tecnologia, é preciso comprometimento. Quando o produtor acredita no processo e aplica as recomendações, os resultados aparecem.”
Para Paulo, porém, um dos fatores mais importantes da família Giovanella vai além dos números. “O exemplo deles mostra como a sucessão familiar, que também pode ser conceituada como uma continuidade, deve acontecer de forma natural, sem imposições e com a participação de todos. Os mais experientes compartilham conhecimento, enquanto os mais jovens chegam com novas ideias e vontade de crescer. É assim que o legado permanece vivo no campo”, conclui.
Legenda: família Giovanella dá continuidade ao legado por meio do jovem Kauan (20) e neto de Hélio (67) e Carmem (67)
Fotos: Kástenes R. Casali
Assessoria de Imprensa Cooperativa Dália Alimentos
Jornalista Kástenes Roberto Casali