11/12/2025

Manejo sustentável e a tradição em três gerações

A destinação eficiente e segura dos dejetos é essencial para a produção de suínos e para o cumprimento da responsabilidade ambiental. Nesse sentido, destaca-se o trabalho de referência realizado na propriedade de oito hectares da família Graciolla, localizada na Linha Argola, em Encantado, onde funciona um sistema de compostagem em leiras com virador mecânico.

Associado da Cooperativa Dália Alimentos desde 1975, Sergio José Graciolla (74) é responsável pela produção de suínos ao lado do filho caçula, Gerson Graciolla (36).

Foi justamente pensando em Gerson que Sergio decidiu ampliar a produção em 2019. “Não podia investir sem ter um sucessor. Como ele acompanha o manejo e a criação de suínos desde a infância, decidiu dar continuidade à propriedade e seguir sua vocação”, relata Sergio.

A família já está na terceira geração dedicada à suinocultura, sempre entregando a produção para a Dália Alimentos. “Meu pai, Francisco Graciolla, e meu sogro, Angelo Bagatini, estiveram entre as primeiras famílias associadas à cooperativa. Apesar de ser sócio desde 1975, assumi toda a produção apenas em 1988, quando meu pai faleceu”, lembra Sergio, comentando que, além dos suínos, também chegou a comercializar milho e soja para a Dália.

Experiência em Santa Catarina

Antes disso, mesmo já sendo associado da cooperativa, Sergio viu uma oportunidade de buscar melhores condições de vida para a família. No final da década de 1970, mudou-se com a esposa, Irilde Maria Bagatini Graciolla (73), para Santa Catarina, retornando à região dois anos depois. “Minha irmã e meu cunhado nos convidaram para trabalhar com suinocultura lá. Após dois anos, decidimos vender as terras em Santa Catarina, adquirir a nossa atual propriedade em Linha Argola e voltar a produzir para a Dália.”

Na época, o sistema de produção adotado pela cooperativa era diferente: toda a criação dos suínos era responsabilidade dos associados, e a Dália comprava os animais prontos para o abate. “Em cada lote, entregávamos poucos animais, entre cinco e seis suínos.”

Anos mais tarde, a empresa passou ao sistema de produção integrada e, em 1994, foi construído o primeiro galpão, com capacidade para alojar 240 animais. “Em 2012, ampliamos a capacidade para 640 suínos e, em 2018, investimos R$ 500 mil para receber 1.250.”

Compostagem mecânica

Além da ampliação realizada há seis anos, a família investiu em um sistema de compostagem com virador mecânico, que utiliza serragem para solidificar o adubo. Atualmente, são feitas duas análises anuais do material, que também se tornou uma fonte de renda complementar.

O sistema foi construído para resolver questões ecológicas relacionadas ao destino dos dejetos suínos e tem chamado a atenção de muitas pessoas. “Empresas e produtores rurais já procuraram informações ou vieram aqui ver como funciona. A principal vantagem e, o que muitos buscam, é o fato de não haver cheiro, graças ao sistema de fermentação, que inibe o odor e transforma o material em um adubo orgânico de excelente qualidade nutricional para aplicação direta no solo em todas as culturas”, explica Gerson.

Ele lembra que a instalação do sistema teve um custo total de R$ 150 mil. “Não é novidade, pois antes de construí-lo conhecemos o mesmo processo em outras propriedades”, comenta.

Junto ao sistema de compostagem, toda a produção de suínos conta com energia solar. “Buscamos um trabalho sustentável e ecológico, por isso, optamos em investir em energia limpa e renovável com as placas fotovoltaicas que tem capacidade para gerar energia tanto para a compostagem quanto para os galpões de alojamento dos animais.”

Gerson também comenta sobre a sucessão familiar e que seguirá buscando atualização na suinocultura. “Vou seguir na atividade. Me sinto realizado em cuidar da propriedade e, sempre buscando inovar, pois não podemos parar no tempo.”

Técnico | Elisandro Provensi

O técnico agropecuário Elisandro Provensi presta assistência à família Graciolla desde dezembro de 2014 e destaca o manejo eficiente adotado na propriedade. “O trabalho que o Sergio e o filho Gerson realizam é muito bom. Além disso, esse importante sistema de compostagem, em alguns momentos, ajudou a dar destino aos dejetos do frigorífico de suínos, uma vez que somente a produção da propriedade não gerava o volume mínimo para acionar o sistema de mistura mecânica entre dejeto e serragem”, explica.

O técnico também ressalta que a compostagem em leiras com virador mecânico tem capacidade para armazenar 560 m³ de serragem, permitindo acumular até seis meses de dejetos. “Vale salientar que a Dália sempre prezou pela biossegurança e pela preservação ambiental, fatores essenciais para a produção de proteína animal”, conclui.

Legenda: O filho Gerson Graciolla sucedeu o trabalho do pai Sergio José Graciolla na propriedade.

Foto: Kástenes Roberto Casali

Assessoria de Imprensa Cooperativa Dália Alimentos

Jornalista Kástenes Roberto Casali

 

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