08/06/2026
Vaca holandesa alcança oitava lactação e impressiona pela longevidade produtiva
Conforme Médico Veterinário, a média dos rebanhos holandeses em sistemas confinados chega a 2,5 lactações ao longo da vida produtiva dos animais
Uma vaca holandesa da granja de ordenha robotizada localizada em Arroio do Meio vem chamando atenção pela produtividade e longevidade. Identificada pelo número 305, o animal iniciou, no dia 20 de maio, sua oitava lactação, marca considerada expressiva para animais da raça holandesa criados em sistemas confinados, representando em torno de três vezes mais em relação à média de lactação de outros animais adultos.
A propriedade pertence ao associado Rodrigo Schmitz e integra o Programa Vale dos Lácteos, do Setor Gado Leiteiro da Cooperativa Dália Alimentos. O desempenho do animal se destaca ainda mais quando comparado à média dos rebanhos holandeses em sistemas confinados, que, conforme o Médico Veterinário Luciano Redu, costuma ser de aproximadamente 2,5 lactações ao longo da vida produtiva. “Realmente, este animal chegou a uma marca admirável. A vaca iniciou sua oitava lactação, um número três vezes superior ao que geralmente observamos em propriedades e granjas dos associados da Dália”, destaca o veterinário, que atende a propriedade.
Além da longevidade, os números produtivos também impressionam. Nas sete lactações já concluídas, a vaca 305 atingiu a marca de 97,1 mil litros de leite, em aproximadamente 2,5 mil dias de lactação. Segundo Luciano, a média é de cerca de 13,8 mil litros por lactação, equivalente a 38,4 litros por dia. “Isso representa quase 100 mil litros ao longo da vida produtiva dela. Certamente, agora, nesta nova lactação, ela deverá ultrapassar a marca dos 100 mil litros de leite produzidos, o que é extremamente admirável”, ressalta.
Para Luciano, resultados como esse não acontecem por acaso. Eles são reflexo de genética, adaptação ao sistema produtivo, bem-estar animal e, principalmente, de um manejo diário bem conduzido. “Vale parabenizar esta qualificada equipe, que realiza um excelente trabalho não apenas com este animal, mas com todo o rebanho que integra o plantel do associado. A equipe é formada por Gustavo Tomazi Theves, Diego Duarte Brum, Douglas Bastos Gonçalves, Cristiano de Lacerda, Kauâ Bock e Wagner Moura Bomm, que não está na foto, pois trabalha à noite”, acrescenta.
Produtividade e longevidade
Conforme o veterinário, a evolução da pecuária leiteira passa, cada vez mais, pela combinação entre produtividade e longevidade. Durante muitos anos, o foco principal esteve no melhoramento genético voltado ao aumento da produção de leite. No entanto, a busca por animais mais saudáveis e longevos tornou-se, atualmente, uma nova proposta para os rebanhos. “Sempre se falou muito em produtividade, especialmente por meio do melhoramento genético, em que as novas gerações tendem a produzir mais litros de leite por lactação em comparação às anteriores. No entanto, nos últimos anos, a saúde, o bem-estar e a longevidade dos animais também passaram a despertar crescente interesse da comunidade acadêmica, técnico-científica e dos produtores rurais. Ter um animal extremamente produtivo, sem renunciar à sua saúde, como ocorre neste caso, é algo relevante”, afirma Luciano.
Nesse contexto, ele ainda destaca que a pecuária leiteira moderna está apoiada em três pilares fundamentais: produtividade, fertilidade e longevidade. A união desses fatores contribui para a eficiência dos sistemas produtivos e para a sustentabilidade das propriedades leiteiras. “Hoje, trabalhamos esses três pilares de maneira muito responsável e, sempre que possível, tentamos implantar processos novos e que possam resultar em melhor desempenho dos animais. Esses fatores garantem eficiência produtiva, melhor desempenho e saúde dos animais em sistemas confinados. É importante ressaltar que um animal de média a baixa estatura e uma excelente conformação de úbere, são condição que permitem uma adaptação muito boa ao sistema de produção”, pontua.
Legenda: a equipe formada por Gustavo Tomazi Theves, Diego Duarte Brum, Douglas Bastos Gonçalves, Cristiano de Lacerda, Kauâ Bock e Wagner acompanharam a oitava lactação desta vaca
Foto: divulgação
Assessoria de Imprensa Cooperativa Dália Alimentos
Jornalista Kástenes Roberto Casali