22/10/2026
Suinocultura une gerações da família Dal Castel
Pai e filho perpetuam o trabalho cooperativo em Dois Lajeados
O espírito cooperativista sempre fez parte da família Dal Castel de Dois Lajeados. É na Linha Dona Candida Mattei que o pai Alcides (82), tem transmitido todo o conhecimento de manejo ao filho Maicon (43), que vem dando continuidade na suinocultura, no ciclo terminação.
A história da família com a Cooperativa Dália Alimentos começou há mais de 40 anos, quando Alcides se associou à Cooperativa para vender milho. Depois de deixar a comercialização de grãos, ele saiu do quadro social. O retorno veio em 2002, desta vez pela suinocultura. “Também éramos associados a outra cooperativa, que, anos mais tarde, foi incorporada pela Dália. Assim, com muita alegria e orgulho, voltamos a fazer parte do quadro social”, relembra.
Criar suínos sempre fez parte da rotina da família, mas muita coisa mudou com o tempo. Antes, eles trabalhavam com o ciclo completo. Ao se associarem à Dália, construíram uma instalação para receber animais em fase de terminação. “Naquela época, entregávamos cerca de dez suínos por ano. Hoje, são 330 em um único lote, que dura cerca de 90 a 100 dias. É uma diferença enorme”, conta Alcides.
Ele também relembra das baias com cama sobreposta, feitas com maravalha ou serragem. O sistema exigia mais trabalho, especialmente no inverno, quando a umidade da região dificultava o manejo. “As camas acumulavam umidade e dejetos, o que tornava os cuidados com os animais mais complicados”, explica.
A instalação construída em 2002 tinha capacidade para 200 suínos. Dez anos depois, a família decidiu ampliar e modernizar a granja. “Passamos a receber 330 animais por lote e instalamos comedouros automáticos, que ajudam no dia a dia”, relata o jovem Maicon.
O cooperativismo também atravessa gerações na família. Segundo Maicon, seu pai e seu avô, João Dal Castel, participaram da Associação Comunitária dos Agricultores da Linha Dona Cândida, posteriormente incorporada pela Dália. “Eles sempre estiveram envolvidos com o associativismo e conhecem a importância dele para a nossa região”, afirma.
Para o jovem, seguir os passos do pai foi uma escolha que começou cedo, quando, ainda criança, acompanhava as tarefas da granja. Mais tarde, cursou o técnico em Agropecuária no Colégio Agrícola de Guaporé. “Sempre tive vontade de continuar na suinocultura. O curso, que durou três anos, me ajudou a me preparar para isso”, conta.
Além do trabalho na propriedade, Maicon integra a diretoria da comunidade e contribui para a gestão da Capela Santo Antônio, na Linha Cândida Mattei.
Técnico | Marco Adriano Schizzi
Desde que ingressou na Dália, em 2023, o técnico agropecuário Marco Schizzi acompanha a propriedade. Para ele, a dedicação de Alcides e Maicon aparece tanto na rotina da granja quanto nos resultados. “Alcides preparou o filho ao longo dos anos e conduziu muito bem essa transição. Hoje, os dois seguem trabalhando juntos e alcançando bons resultados na conversão dos animais”, destaca.
Marco atende 46 propriedades nos ciclos de creche e terminação, em Guaporé, Dois Lajeados, Vista Alegre do Prata, Nova Bassano, Fagundes Varela, Anta Gorda e Ilópolis.
Legenda: o pai Alcides (82) ao lado filho Maicon (43) e o técnico Marco Schizzi
Foto: Kástenes Roberto Casali
Assessoria de Imprensa Cooperativa Dália Alimentos
Jornalista Kástenes Roberto Casali