22/10/2026
Treinamento orienta suinocultores sobre cuidados no parto e na lactação
Associados da Cooperativa Dália Alimentos que atuam na suinocultura participaram, na tarde de 23 de setembro, de um treinamento promovido pela Agroceres PIC, no Auditório do Centro de Cultura Ouro Branco. O encontro reuniu 57 produtores ligados às Unidades Produtoras de Leitões (UPLs).
A capacitação foi conduzida pelo médico-veterinário da Agroceres PIC, Lucas Zanandrea, que abordou a preparação e o atendimento ao parto, o fornecimento de colostro aos leitões e os cuidados com a fêmea durante a lactação. “Essas práticas contribuem para o desenvolvimento dos animais e para que alcancem um peso melhor ao desmame”, explica.
Manejo antes e depois do parto
Na fase de pré-parto, conforme Zanandrea, recomenda-se oferecer à fêmea a mesma quantidade de ração fornecida no terço final da gestação, dividida em duas ou três refeições. “Assim, a fêmea terá mais glicose circulante no momento do parto, o que pode ajudar a torná-lo mais rápido.”
No pós-parto, uma das práticas adotadas nas granjas é oferecer ração à vontade desde o primeiro dia. Outra possibilidade é aumentar gradualmente a quantidade até o quinto dia. Independentemente do manejo adotado, o veterinário destaca a importância de acompanhar a alimentação dos animais.
“É preciso prestar atenção ao fornecimento da ração e estimular a fêmea a se alimentar, principalmente nos primeiros dias. Uma redução no consumo impacta diretamente a produção de leite e, consequentemente, o peso dos leitões ao desmame.”
A condição corporal da fêmea ao final da lactação também pode interferir no ciclo reprodutivo seguinte. “Fêmeas que perdem muita condição corporal durante a lactação tendem a ter menos leitões nascidos no parto seguinte, independentemente da ordem de parto”, destaca.
Colostro nas primeiras horas de vida
Entre os cuidados com os leitões, Zanandrea chamou a atenção para os procedimentos realizados logo após o nascimento. “É necessário secá-lo, fazer a amarração do umbigo e colocá-lo para mamar o colostro, que é o primeiro leite e o principal alimento no início da vida.”
O veterinário ressaltou a importância das primeiras 24 horas, especialmente das seis horas iniciais, período em que o leitão deve ingerir a maior quantidade possível de colostro para receber a imunidade materna. “Os leitões menores muitas vezes têm mais dificuldade. Por isso, é necessário estimulá-los e direcioná-los à teta.”
No revezamento dos animais para a mamada, o manejo deve garantir que todos tenham acesso ao colostro. Como os leitões menores apresentam maior dificuldade para disputar as tetas com os médios e grandes, a orientação é mantê-los junto à mãe durante todo o período.
Atenção à duração do parto
Outro ponto abordado durante o treinamento foi a duração dos partos. Conforme Zanandrea, esse período tem aumentado ao longo dos anos e uma parcela significativa dos partos ultrapassa quatro ou cinco horas.
“Um parto prolongado exige muito mais da fêmea. Por isso, precisamos dar mais atenção a esses animais, para evitar esforço excessivo nesse momento tão importante.”
Além do acompanhamento durante o parto, os cuidados devem continuar ao longo da lactação. Zanandrea reforçou a necessidade de observar o consumo de ração no pós-parto, estimular a fêmea a se levantar durante o dia e incentivar a ingestão de água. “Tudo isso contribui para um melhor desempenho dos leitões no desmame”, avalia.
Legenda: Associados do ciclo de Unidade Produtora de Leitões (UPL) participam de mais uma capacitação realizada em parceria com a Agroceres Pic
Foto: Kástenes Roberto Casali
Assessoria de Imprensa Cooperativa Dália Alimentos
Jornalista Kástenes Roberto Casali